sexta-feira, 11 de junho de 2010

"MENINO DE RUA"

Dois vídeos sobre meninos de rua.
Uma das mensagens principais, em termos de combate à pobreza, pode ser que as potencialidades precisam de oportunidades! O menino do telefone, Samuel, fã do cantor brasileiro Moreno, acabou por encontrar nele uma oportunidade para poder vir a sair da pobreza. Esperemos que venha a ser assim.



quinta-feira, 3 de junho de 2010

(des)estigmatização

Voltamos a repetir: o ano 2010 é também um ano de combate à exclusão social. E são muitas as situações de exclusão social: por exemplo, os estigmas sobre determinado grupo.
Ora, é nossa convicção que a luta contra os estigmas não passa pela sua diluição, mas pela sua revelação.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hoje, os pobres

"Hoje, os pobres têm fome de pão e de arroz,
do amor e da Palavra viva de Deus.
Os pobres têm sede de água e de paz,
da verdade e da justiça.
Os pobres estão nus, por falta de roupa,
de dignidade humana e de compaixão pelo pecador nu.
Os pobres não têm abrigo,
por falta de um resguardo de tijolos e de um coração alegre
que compreenda, agasalhe, ame.
Estão enfermos, por falta de cuidados médicos
e daquele toque de amabilidade e do calor de um sorriso".

(Madre Teresa de Calcutá).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Ano Europeu 2010 não é só um ano de Combate à Pobreza, mas também um Ano de Combate à Exclusão Social. No youtube encontramos este simples e belíssimo filme que nos fala da exclusão e... da condição para a inclusão acontecer!

sábado, 22 de maio de 2010

Notícias do projecto

O Mês de Maio tem sido bem preenchido com actividades de Projecto, quer ao nível da preparação (por ex.,do Grande Encontro Interprojectos da Cáritas, a 19 de Junho, ou da exposição de fotografia nas Escolas) quer ao nível da execução, por exemplo com a sessão "ganhos advindos da igualdade de género para o processo de desempobrecimento" junto de algumas escolas de Arganil e de Oliveira do Hospital.
Na próxima Quarta Feira vamos estar com um grupo de adultos de Pelmá, reflectindo sobre o desempobrecimento como um processso.
A campanha clic-a-clic está a ser um êxito. Consta de pequenas mensagens sobre a pobreza passadas de email a email a partir dos jovens que frequentam Centros de Actividades de Tempos Livres. Passamos de 1.000 jovens aderentes! Alguns textos deste blog já circulam assim...
No encontro interprojectos de 19 de Junho estão propostos 7 workshops sobre pobreza e desempobrecimento! Mas haverá também convívio, música, a inauguração de uma exposição permanente sobre a Cáritas (onde os Projectos do Ano Europeu se farão representar com um roll-up) actuações, jogos, etc. Contamos com a presença de todos os amigos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

19 de Junho - Grande Encontro em Cernache

Combater a pobreza, terra a terra, situação a situação, é o cerne de todo o trabalho da Cáritas e dos Grupos Paroquiais.
Por isso, conciliando algumas ideias e sugestões, vamos promover no dia 19 de Junho, no Colégio dos Jesuítas, em Cernache (entre Condeixa-a-Nova e Coimbra), um grande Encontro da inteira família Cáritas, integrado pelos projectos da Cáritas de Coimbra para este Ano Europeu (Projectos Verde Pino, PorMorCausa e Cidadania Inclusiva), e envolvendo os Grupos paroquiais e os utentes que queiram participar. A ideia é que todos venham e tragam as suas famílias, para fazermos objectivamente uma grande Assembleia diocesana de reflexão e manifestação sobre a pobreza e o desempobrecimento.
Vamos ter actividades para todos, desde as crianças muito pequeninas até aos idosos. Para os Grupos e adultos em geral vamos fazer, da parte da manhã, em simultâneo, sete sessões de discussão sobre a pobreza. Da parte da tarde, privilegiaremos a dimensão cultural e recreativa.
Venham celebrar connosco!
Vão sentir-se bem!
Faremos uma grande família!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os primeiros reis e os pobres em Portugal

O texto seguinte é um extracto do artigo "POBREZA EM PORTUGAL - UMA QUESTÃO DE CIDADANIA" de ALFREDO BRUTO DA COSTA, no Caderno "Pobreza, direitos humanos e cidadania", da Comissão Nacional Justiça e Paz, 2007.


Numa história que está por escrever - a história social portuguesa -, aprendemos que, desde muito cedo, praticamente desde a fundação da Nação, a sociedade portuguesa exibiu considerável preocupação pelo pobre.
Foi em gestos individuais, em atitudes dos poderes públicos, e através da criação de instituições de resposta à privação.
Desde o ano de 1211, ou mesmo mais cedo, o monarca apresentava-se como «defensor pauperis»: “Porque a nos perteençe de fazermos merçee as [sic] mezquinhos e de os defendermos dos podrosos”, diz o prólogo de um texto legislativo de D. Afonso II (1211-1223).
A protecção dos fracos era, em certa medida, vista como im­plicando a sua defesa contra os poderosos.
Mais tarde, afirmaria D. Afonso III (1248-1279) o seguinte: “Porque nos perteençe defender com Justiça hos pobres do nosso senhorio contra os poderosos”.
Mais tarde, afirmaria D. Afoso III (1248-1279) o seguinte: “Porque nos perteence defender com Justiça hos pobres do nosso senhorio contra os poderosos”.
Com efeito, como escreve Tavares, “Poderosos e pobres com­punham a dicotomia mais antiga que encontrámos expressa” .
A distinção entre os pobres merecedores e não-merecedores, que vem dos tempos recuados do Código Justiniano (ano de 529), só emergiu plenamente na cena europeia no século XV (Woolf, 1986) e, pelos modos, continua a preocupar alguns espíritos ainda no século XXI.
Na citada lei de D. Afonso II, os vagabundos e os ociosos pertenciam à categoria de “homens maus”. Os pobres que se encontravam incapacitados de trabalhar, dispunham de uma rede de serviços de assistência individual no decurso de toda a Idade Média, incluindo hospitais, albergarias e fraternidades.
A primeira lei que se conhece, com o objectivo de combater a errância e a mendicância por pessoas aptas para o trabalho é a Lei das Sesmarias, de 1375, de D. Fernando. A lei combatia a errância e a ociosidade injustificadas, ao mesmo tempo que obrigava os proprietários de terras incultas a facultar trabalho aos errantes e desocupados.
Um ponto interessante dessa lei de 1375 (século XIV), é que definia já então o que hoje designamos por linha de pobreza, ou seja, um limiar - no caso, de 500 libras anuais de rendimento - abaixo do qual podia considerar-se a pessoa como pobre.
Antes disso, havia sido estabelecido o que poderíamos designar por linha de miséria, utilizada para definir os «nihil habentes». Este limiar variou entre as 5 e as 10 libras, durante o período que vai dos meados do século XIII aos meados do século XIV. [...]
A lei das Sesmarias foi apenas uma das medidas de um esforço mais amplo em que o Estado e o poder local também estavam empenhados no combate ou prevenção da pobreza. Porém, as actividades assistenciais eram fundamentalmente particulares.
Para além da prática geral da caridade, existia a prática da medicina levada a efeito por monges e outros sacerdotes seculares, ou por leigos, cristãos, mouros e judeus.
Do mesmo modo, as ordens religiosas introduziram as primeiras actividades educativas no País. Foi também nos tempos medievais que Portugal viu as suas primeiras enfermarias e hospitais, onde os necessitados eram tratados dos seus males.